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Vespa asiática
A Vespa velutina nigrithorax é um himenóptero da família dos vespídeos, originária do Sudoeste Asiático, do Nepal, Norte da Índia, Indonésia e do Sul da China. A Vespa velutina nigrithorax é considerada uma espécie invasora em quase todos os países da Europa e em Portugal desde julho de 2016. Devido à sua origem passou a ser conhecida e muitas vezes designada, na Europa e em Portugal, por Vespa Asiática.
A Vespa velutina, como espécie invasora que é, causa impactos e efeitos negativos graves em três áreas distintas: no ambiente e biodiversidade, na saúde pública e na apicultura.
Os efeitos negativos da Vespa velutina no ambiente e na biodiversidade são devidos à forte predação de abelhas e de outros insetos polinizadores, no período de julho a novembro, reduzindo as populações destes insetos necessários para a polinização, e consequente manutenção do equilíbrio dos ecossistemas.
A Vespa velutina constitui um perigo para a segurança das populações e para a saúde pública devido à sua muito elevada agressividade. Este perigo é maximizado quando perturbadas nos ninhos, os quais são de grande dimensão e populosos, muito frequentemente construídos junto das zonas urbanas e periurbanas, pelo que se recomenda que só pessoal especializado deva intervir na destruição de ninhos.
Assim, quem identificar um ninho de Vespa velutina não deve interferir com o mesmo, mas sim contactar de imediato os serviços da Proteção Civil da Câmara Municipal respetiva, comunicando a sua localização.
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Diferenciação entre a Vespa velutina e a Vespa crabro
Com exceção da Vespa crabro, a Vespa velutina é facilmente diferenciada das demais vespas europeias, as quais são mais pequenas. No entanto, pode ser facilmente confundida com a Vespa crabro, uma vez que têm dimensões bastante aproximadas, manifestando também muitos comportamentos idênticos, nomeadamente a predação de insetos de onde se destacam as abelhas da espécie Apis mellifera iberiensis.
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Deteção de ninhos
A deteção de ninhos é uma tarefa muito difícil pois geralmente encontram-se implantados em locais de difícil visibilidade, nomeadamente em copas de árvores, por vezes a mais de 30m de altura. A folhagem existente dificulta a identificação dos ninhos, especialmente entre junho e setembro. Após este período, no Outono, caso as árvores sejam de folha caduca, diminui a dificuldade em identificar e localizar ninhos, uma vez que os mesmos passam a ser visíveis do solo, o que não sucedida até então.
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Qualquer destruição de ninhos da Vespa velutina deve começar por uma visita de reconhecimento de um técnico para confirmar de que se trata efetivamente de um ninho de Vespa velutina, e para que este possa decidir qual o método mais recomendado aplicar na destruição do mesmo.
A destruição de um ninho de Vespa velutina não consiste simplesmente na destruição da estrutura de celulose construída e habitada por uma colónia de vespas, mas sim todo o conjunto de ações que conduzam à morte de todas os indivíduos da colónia, qualquer que seja o método ou meio utilizado.
Se não houver esta eficácia na destruição, as vespas sobreviventes poderão reconstruir o ninho ou relocalizá-lo noutro local próximo.
Se um significativo número de vespas obreiras ficarem vivas estas irão dar origem a um ou vários ninhos secundários que, apesar de criarem somente machos, manterão a pressão predatória.
Se a vespa fundadora ficar viva com algumas obreiras sobreviventes, a colónia sobreviveu à tentativa de destruição e, irá recuperar o ninho ou construir outro ninho ativo nas proximidades.
Além disso, uma destruição ineficaz potencializa o comportamento defensivo da colónia, ou seja, aumenta a “agressividade” das vespas sobreviventes, o que poderá colocar em perigo a integridade física das populações que frequentem o local nos dias seguintes. Considerando a elevada propensão da espécie para a ocupação de habitats urbanos, facilmente se compreende o potencial perigo para a segurança das populações. Por isso, considera-se muito importante conseguir elevada eficácia na destruição, procurando a eliminação de todas as vespas com especial atenção à(s) fundadora(s) presentes no ninho de acordo com o ciclo anual da espécie.
A máxima eficácia é conseguida com ações de destruição realizadas após o anoitecer ou durante a noite, pois, ao anoitecer quase todas as vespas regressaram ao ninho onde se encontra(m) também a(s) fundadora(s).
Reporte a sua observação
ou Dirija-se à Câmara Municipal.